30 anos sem os Mamonas — e ainda fazendo o Brasil sorrir

Cordeiro Confuso

Eu me lembro como se fosse hoje.

Acordei cedo e já vi pessoas nas casas ao lado chorando. Saí para a rua e a cena era a mesma: crianças, adultos e idosos tristes. Não era morte de político, nem de parente próximo. Era algo diferente.

Era como se o Brasil inteiro tivesse perdido alguém da família.

Quem tinha morrido eram os Mamonas Assassinas.
Hoje é dia 1º de março 2026, e amanhã faz exatamente 30 anos daquela tragédia. E mesmo depois de tanto tempo, eles continuam alegrando o Brasil. Isso é um fenômeno difícil de explicar.



Uma banda que existiu por tão pouco tempo conseguiu marcar várias gerações. Até hoje crianças que nem eram nascidas cantam as músicas. Adultos lembram com saudade. E quem viveu aquela época nunca esquece.

Eu sou dessa geração aí. 🫵

E pensar que tudo começou com alegria e humor. Muito da irreverência deles tinha influência do humor popular brasileiro, inclusive do Nordeste. A ideia era brincar, zoar, fazer rir. Eles misturavam rock com humor, paródia e música popular. Algumas músicas seguiam a linha bem-humorada que lembrava o estilo de cantores bregas e humorísticos como Falcão, que também usava o riso como forma de expressão.

O objetivo era simples: fazer o povo rir.

E conseguiram.

Mesmo depois de 30 anos, continuam conseguindo.

Amanhã, dia 2 de março, estarei fazendo uma viagem especial. Vou sair de Aeroporto Internacional Salgado Filho rumo a Guarulhos, cidade onde a banda nasceu. Depois sigo viagem até Aracaju, para rever meu povo.

Vai ser um misto de alegria e reflexão.

Alegria por lembrar de uma época marcante.
Reflexão por pensar como a vida pode mudar de repente.

Vou gravar vídeos durante a viagem. Depois faço a edição e coloco o material completo nas minhas redes sociais.

Acompanhem por lá. 🫵


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Um pouco da história dos Mamonas Assassinas

Os Mamonas Assassinas surgiram na cidade de Guarulhos, em São Paulo, na primeira metade dos anos 90. A banda era formada por cinco jovens:

Dinho (vocal)

Bento Hinoto (guitarra)

Júlio Rasec (teclados)

Samuel Reoli (baixo)

Sérgio Reoli (bateria)


Antes do sucesso, eles tocavam com o nome Utopia, fazendo músicas mais sérias. Mas foi quando decidiram misturar rock com humor que tudo mudou.

Em 1995, lançaram o único álbum da carreira, que virou um sucesso gigantesco. Em poucos meses venderam milhões de cópias e apareceram em praticamente todos os programas de televisão do país.

As músicas eram engraçadas, irreverentes e diferentes de tudo que existia na época. Falavam de amor, cotidiano e cultura popular sempre com humor.

Mas o sucesso foi interrompido cedo demais.

Na noite de 2 de março de 1996, o avião da banda caiu na Serra da Cantareira, em São Paulo. Nenhum dos ocupantes sobreviveu.

O Brasil inteiro parou.

Mesmo com uma carreira curtíssima, os Mamonas viraram lenda. Até hoje continuam vivos na memória do povo.

Porque algumas bandas acabam.

Outras viram história.

Os Mamonas viraram parte da cultura brasileira.

E 30 anos depois…
o Brasil ainda canta e ainda ri com eles. 🫵

— Cordeiro Confuso

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