Já imaginaram essa cena?




Parece roteiro de filme… mas infelizmente tem gente tratando como se fosse realidade.

E se, de repente, começassem a chamar qualquer grupo político de “terrorista”?

E se essa palavra começasse a ser usada de qualquer jeito… até perder o sentido?

Agora pensa comigo:

O que acontece quando você empurra pessoas para um rótulo extremo?

Você não resolve o problema.
Você cria outro muito maior.

Porque quando tudo vira “terrorismo”… nada mais é entendido de verdade.

E aí começa o caos.

Não aquele caos de filme, com explosões e helicópteros…

Mas o pior tipo:

o caos da desconfiança.

Ninguém confia em ninguém.
Todo mundo vira inimigo em potencial.
Instituições ficam pressionadas.
A população fica com medo.

E no meio disso tudo, surge a pergunta que ninguém quer fazer:

quem se beneficia desse tipo de divisão?

Será que é o povo?

Ou será que, enquanto a gente briga aqui dentro, alguém lá fora observa… e agradece?

História já mostrou várias vezes:

País dividido é país fraco.

País fraco vira alvo fácil — economicamente, politicamente e até culturalmente.

Enquanto isso, o cidadão comum…
continua pegando ônibus, pagando conta, tentando sobreviver.

Sem poder real nenhum.

E sendo usado como peça de um jogo que nem sempre ele entende.

Agora vem a parte mais incômoda:

Esse texto não é sobre direita ou esquerda.

É sobre o perigo de transformar o outro em inimigo absoluto.

Porque quando isso acontece… o diálogo morre.

E quando o diálogo morre… sobra o quê?

Nada de bom.


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“Que viagem é essa, Cordeiro?”

É exatamente esse o ponto.

Se uma ideia absurda dessas consegue ser imaginada…
é porque o nível de tensão já passou do normal.

E quando a tensão sobe demais, sempre aparece alguém disposto a empurrar ainda mais.

Por isso vale a reflexão:

Antes de repetir rótulos, antes de apontar dedos, antes de cair em narrativa pronta…

pensa.

Quem ganha com você com raiva?
Quem ganha com você com medo?
Quem ganha com você odiando quem nunca viu na vida?


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No fim das contas…

o maior risco não é um lado vencer o outro.

É todo mundo perder junto.


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