Pois é… passou, né?
O Dia das Mulheres acabou.
Acabaram as flores.
Acabaram as mensagens bonitas.
Acabaram os textos emocionados nos grupos de WhatsApp.
Agora voltamos ao normal.
Ou melhor…
ao normal do Brasil.
Então me diga:
quantas mulheres vamos matar hoje?
Ontem foi “feliz dia das mulheres”.
Hoje pode ser “meus sentimentos”.
Amanhã talvez seja “descanse em paz”.
E a vida segue.
Porque sempre aparece alguém dizendo:
“Ele era um homem tão bom…”
“Ele amava tanto ela…”
“Ninguém imaginava…”
Curioso, né?
Quase sempre o assassino era “um homem de bem”.
Homem trabalhador.
Homem de família.
Homem respeitado.
Mas que em algum momento decidiu que a mulher não podia ir embora.
Que não podia dizer não.
Que não podia ter vida própria.
Porque no fundo ainda existe uma ideia velha, podre e covarde que atravessa gerações:
A de que mulher existe para servir.
Para agradar.
Para obedecer.
E quando ela decide que não quer mais, alguns homens se sentem roubados.
Como se alguém tivesse tirado deles um objeto.
Porque é assim que muitos ainda enxergam as mulheres:
como propriedade.
E aí acontece o pior.
Depois vem o teatro.
As postagens indignadas.
As mensagens de revolta.
Os “que absurdo”.
Mas no fundo a pergunta continua ecoando:
quantas mulheres vamos perder amanhã?
Esse texto não é sobre mim.
É sobre milhões de homens no Brasil e no mundo que ainda carregam dentro de si essa ideia doentia de poder e posse.
Homens que confundem amor com controle.
Homens que confundem respeito com medo.
Então antes de levantar a voz contra uma mulher…
pare.
Respire.
E pense bem no tipo de homem que você quer ser.
E você, mulher…
Se algum dia sentir aquele aperto no peito dizendo que algo não está certo…
confie nesse sinal.
Às vezes o maior ato de coragem não é enfrentar.
É ir embora.
Eu conheci uma mulher que fez exatamente isso.
Ela olhou para o homem que dizia amá-la…
percebeu o perigo…
e foi embora.
Sumiu da vida dele.
Hoje vive tranquila.
Mas aquele homem encontrou outra mulher…
E a história terminou como tantas outras terminam.
Por isso, se proteja.
Se afaste quando for preciso.
E nunca esqueça:
No baralho existe a carta do Rei de Copas.
Elegante.
Calmo.
Respeitável.
Mas se você olhar bem a carta…
uma das mãos parece gentil.
A outra esconde algo atrás.
Nem todo rei protege.
Alguns apenas esperam o momento certo para mostrar quem realmente são.
-via gpt cordeiro confuso
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