Anjo bom e anjo mal.

Ronaldo, Bruno e a tal da amizade: quando o sucesso encontra a escolha errada 🫵

O caso Ronaldo é semelhante ao caso Bruno goleiro?

Calma! Não estou dizendo que os casos são iguais. Muito menos que as histórias tenham o mesmo peso.

Estou falando de uma coisa que pode aparecer na vida de qualquer pessoa que chega ao sucesso: as escolhas, as amizades e as pessoas que entram no nosso círculo.

Um jogador de futebol começa a ganhar dinheiro, fama, carros, mulheres, festas e passa a conhecer gente de todo tipo.

E aí mora o perigo.

Porque dinheiro compra muita coisa.

Mas não compra caráter de quem está ao seu redor.

Imagine a situação: o sujeito conhece uma mulher, sai com ela, os dois se relacionam e ela engravida.

Foi amor?

Foi apenas uma relação?

Foi uma armadilha?

Foi uma consequência de uma escolha?

Não dá para saber sem conhecer os fatos.

Mas uma coisa é certa: pessoas famosas e muito ricas podem descobrir da pior maneira possível que nem todo mundo que se aproxima delas está ali pelas mesmas razões.

E o futebol está cheio de histórias...

Tem jogador que construiu uma carreira admirável.

Kaká, por exemplo, construiu uma imagem pública ligada à família, à religião e à carreira esportiva.

Rivaldo, Romário, Bebeto e tantos outros tiveram histórias diferentes, com acertos e erros, mas também deixaram marcas importantes dentro do futebol.

Só que fama não transforma ninguém em santo.

E também não transforma ninguém automaticamente em vilão.

O ser humano continua sendo ser humano.

Ronaldinho Gaúcho que o diga.

Um dos maiores jogadores que o futebol já produziu acabou preso no Paraguai em 2020 por causa do uso de documentos paraguaios com informações falsas.

E aí eu fico pensando:

Meu amigo... precisava disso?

Um cara mundialmente famoso, milionário, conhecido no planeta inteiro...

E vai parar numa cadeia por causa de documento?

😂🫵

Segundo o Ministério Público paraguaio, Ronaldinho e seu irmão admitiram o erro e colaboraram com a investigação; a promotoria decidiu não acusá-los criminalmente naquele momento.

Isso mostra uma coisa:

às vezes o problema não é falta de dinheiro. É falta de cuidado com as escolhas.

E aí chegamos ao Bruno

Aqui a história muda completamente de nível.

Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo, foi condenado pela morte e ocultação do cadáver de Eliza Samudio, além de crimes relacionados ao filho do casal. O corpo de Eliza nunca foi encontrado.

E é justamente aqui que entra aquela velha imagem do desenho animado:

De um lado, o personagem pensando em fazer uma besteira.

Do outro, aparece o anjinho:

“Não faça isso!”

😂

Só que, na vida real, não existe anjinho aparecendo no ombro.

Existe consciência.

Existe escolha.

Existe consequência.

E existem pessoas ao nosso redor que podem dizer:

“Para! Isso vai acabar mal.”

O problema é quando a pessoa escolhe não ouvir.

O dinheiro não compra uma segunda chance para tudo

Depois de conquistar fama, dinheiro e sucesso, o que uma pessoa precisa fazer?

Cuidar das escolhas.

Cuidar de quem entra na sua casa.

Cuidar de quem chama de amigo.

Cuidar das decisões tomadas no calor do momento.

Porque uma carreira inteira pode ser destruída por uma decisão de alguns minutos.

E não estou dizendo que todo jogador famoso é assim.

Muito pelo contrário.

A maioria dos jogadores simplesmente trabalha, constrói sua carreira, cuida da família e segue sua vida.

Mas existem histórias que mostram que talento não é suficiente para garantir boas escolhas.

Você pode ser excelente com a bola no pé e péssimo escolhendo quem coloca ao seu lado.

E aquela história de “andar com gays”?

Aqui também precisamos separar as coisas.

Andar com uma pessoa gay não é crime, não é erro e não é defeito.

Não existe nada de errado em ter amigos gays.

O problema não é a orientação sexual de ninguém.

O problema é caráter, comportamento e responsabilidade.

Não importa se a pessoa é gay, hétero, rica, pobre, jogador, pedreiro, médico ou empresário.

Gente boa é gente boa.

Gente problemática pode existir em qualquer grupo.

E o que aprendemos com tudo isso?

Talvez a maior riqueza de uma pessoa não seja o dinheiro.

Se você tem milhões na conta, mas coloca pessoas erradas ao seu redor, pode perder tudo.

Se você tem fama, mas não sabe dizer “não”, pode acabar pagando caro.

Se você tem sucesso, mas acredita em qualquer pessoa que aparece oferecendo amizade, pode descobrir tarde demais que nem todo abraço é amizade.

E talvez seja exatamente aí que esteja a diferença entre duas histórias:

não é apenas o dinheiro que você ganha.

É o que você faz com ele.

É quem você coloca ao seu lado.

É quem você escuta.

É quem tem coragem de dizer:

«“Cara, não faça isso.”»

Porque o verdadeiro amigo não é aquele que acompanha você para qualquer lugar.

É aquele que segura você quando percebe que está indo para o lugar errado. 🫵

E, no caso Bruno, existe ainda uma questão humana que permanece acima de qualquer fama, dinheiro ou futebol:

Eliza tinha uma família. Tinha um filho. Tinha uma vida.

Nada devolve isso.

E qualquer possibilidade de reparação moral passa, antes de tudo, pelo reconhecimento da gravidade do que aconteceu e pelo respeito à memória dela e ao filho.

No fim das contas, o Cordeiro Confuso deixa uma pergunta:

De que adianta ganhar o mundo inteiro se você perde aquilo que realmente importa no caminho? 🫵

Por Cordeiro Confuso

Cordeiro Confuso, autor e escritor do blog.

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