Uimmm eu não quero pagar impostos!🤣🫵

QUER POLÍCIA, EXÉRCITO, HOSPITAL E ESTRADA... MAS NÃO QUER PAGAR IMPOSTO?

Vamos falar uma coisa que muita gente não gosta de ouvir.

Quer polícia na rua, mas não quer pagar imposto.

Quer bombeiro quando a casa pega fogo, mas não quer pagar imposto.

Quer hospital público quando precisa, ambulância quando sofre um acidente, escola pública para os filhos e remédio no posto de saúde...

Mas quando chega a hora de contribuir:

“Imposto é roubo!”

Então deixa eu fazer uma pergunta:

Se imposto não existisse, você acha que o Estado continuaria oferecendo tudo isso de graça?

Quer Exército forte para proteger as fronteiras.

Quer Força Aérea.

Quer Marinha.

Quer fiscalização nas fronteiras.

Quer segurança contra ameaças externas.

Mas esquece que manter tudo isso custa dinheiro.

Quer estrada boa para viajar.

Quer ponte.

Quer viaduto.

Quer iluminação pública.

Quer coleta de lixo.

Quer água tratada.

Quer tratamento de esgoto.

Quer internet e serviços públicos funcionando.

Quer documento de identidade.

Quer Justiça quando alguém prejudica você.

Quer fiscalização quando uma empresa coloca sua vida em risco.

Quer Defesa Civil quando acontece uma enchente.

Quer que o governo apareça quando acontece uma tragédia.

Mas de onde você acha que sai o dinheiro?

Do bolso do contribuinte.

Agora vem a parte que realmente incomoda.

Pagar imposto não significa aceitar corrupção.

Muito pelo contrário.

Se eu pago, tenho o direito de cobrar.

Se você paga, também tem.

E temos que perguntar:

Cadê o dinheiro?

Por que essa obra custou milhões?

Por que outra ficou abandonada?

Por que determinado contrato foi feito?

Quem ganhou?

Quanto foi pago?

O serviço foi entregue?

Houve fiscalização?

Houve fraude?

Houve desvio?

Dinheiro público precisa ter rastreamento público.

Porque existe uma diferença enorme entre pagar imposto e aceitar que roubem o dinheiro dos impostos.

E tem outra coisa que precisamos discutir.

O cidadão reclama do político corrupto, mas às vezes acha normal o próprio “jeitinho”.

Fura fila.

Compra produto sem nota para pagar menos.

Joga lixo na rua.

Pede favor para escapar de uma regra.

Tenta subornar fiscal.

Dirige como se a rua fosse particular.

Coloca som alto incomodando todo mundo.

Ocupa espaço público como se fosse dono.

E depois olha para Brasília e diz:

“O Brasil está cheio de corruptos!”

Pois é.

Corrupção de bilhões é crime e precisa ser combatida com toda força.

Mas uma sociedade também precisa olhar para suas pequenas atitudes.

Porque tolerância à pequena desonestidade pode criar um ambiente onde a grande desonestidade encontra espaço.

E antes que alguém diga:

“Então você é a favor de imposto alto?”

Não é isso.

Eu sou a favor de uma discussão séria.

O Estado precisa arrecadar para funcionar.

Mas o cidadão precisa receber serviços públicos de qualidade e ter transparência sobre aquilo que paga.

Não existe almoço grátis.

Se você quer segurança, saúde, educação, infraestrutura, Justiça, fiscalização e proteção do Estado, alguém precisa financiar isso.

E se todo mundo simplesmente parar de pagar aquilo que legalmente deve?

A arrecadação cai.

O governo perde capacidade de manter serviços.

A dívida e os déficits podem aumentar.

Serviços podem ser reduzidos ou deteriorados.

E quem mais precisa do Estado pode acabar pagando a conta primeiro.

Então talvez a solução não seja:

“Pare de pagar imposto!”

Nem:

“Pague e cale a boca!”

A solução é muito mais incômoda:

Pague o que é devido.

Fiscalize o que é feito com o dinheiro.

Exija transparência.

Denuncie irregularidades.

Vote pensando em gestão, não apenas em discurso.

E cobre punição para quem comprovadamente roubar dinheiro público.

Porque o dinheiro dos impostos não pertence ao político.

Pertence à sociedade.

O político administra.

E administrador que recebe dinheiro dos outros precisa prestar contas.

Agora vem a pergunta que eu deixo para você:

Você quer acabar com os impostos... ou quer acabar com o desperdício e a corrupção usando o dinheiro dos impostos?

Porque são duas coisas completamente diferentes.

E talvez seja justamente aí que esteja a nossa maior confusão.

— Cordeiro Confuso

Pensamentos que incomodam porque, antes de perguntar “quanto eu pago?”, talvez também devêssemos perguntar “o que estão fazendo com aquilo que eu pago?”


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